Tratamentos capilares na gravidez: quais os riscos?
Publicado em: 05/08/2015 às 11h01

Imagem: Google™ / iPele   Imagem ilustrativa
Coloração, escova progressiva, relaxamento, henna entre muitos outros. São tantos os tratamentos capilares disponíveis, com as mais variadas composições, que é muito difícil para as grávidas saberem quais elas podem ou não fazer durante a gestação.

Segundo Natália Castro, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, os produtos que as grávidas não podem utilizar nos cabelos são: formol, amônia e metais pesados em geral.

Como ainda não existem estudos que comprovam cientificamente os riscos destas substâncias na gravidez, há muita divergência na recomendação médica, como destaca Affonso Celso Vieira Marques, ginecologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo:

“É muito controverso, ainda não há uma unanimidade sobre o assunto. E como não tem nada definido, a gente recomenda que, pelo menos nos três primeiros meses, estes produtos não sejam utilizados. Por falta de uma diretriz a ser seguida se prefere pecar pelo excesso de cautela."

O formol é considerado pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês) um elemento carcinogênico (potencial causador de câncer) e teratogênico, ou seja, pode causar malformação no feto. Mas Natália afirma que apesar de muitos não serem comprovadamente problemáticos para o feto, é mais seguro evitar ao longo de toda a gravidez.

“Se a mulher tem a possibilidade de fazer isso a vida inteira, por que não evitar nesta época? Mesmo que não se tenha certeza do quão prejudicial é para o bebê”.

Como atinge o bebê?

A área do couro cabeludo é bastante vascularizada, e os produtos aplicados nela são absorvidos e passam a circular na corrente sanguínea da mãe. Por isso Natália destaca que os tratamentos com formol, amônia e metais pesados não devem ser realizados inclusive no período de amamentação, em que componentes absorvidos pela mãe também podem passar ao bebê por meio do leite.

Alguns tratamentos como californianas, luzes, ombrée e as variações em que os produtos são passados a pelo menos dois centímetros da raiz podem ser feitos depois do primeiro trimestre da gravidez.

Affonso conta que leva muito em consideração o bem-estar da mãe para liberar ou não estes procedimentos:

"Como a gravidez acaba mexendo com o emocional da gestante, por conta da vairabilidade hormonal, a gente também não pode abolir completamente [os tratamentos capilares] se ela não for se sentir bem consigo".

Já o formol, pelo potencial cancerígeno, é contraindicado durante toda a gestação e amamentação, pelos dois ginecologistas entrevistados para a reportagem.

Procedência

Hidratações são os únicos tratamentos completamente liberados, segundo Natália. Ela ainda afirma que todas as tinturas, inclusive tonalizantes, contêm metais pesados nas fórmulas e não devem ser utilizados.

Para fugir do formol, o ideal é evitar qualquer alisamento. A maioria deles contém a substância e, mesmo quando o rótulo não acusa a presença, é melhor desconfiar.

Ainda existe o problema da procedência do tratamento ou do produto, ou seja, se é ou não de confiança. Affonso cita o exemplo da henna:
"Teoricamente é natural, mas depende muito da procedência. É preciso averiguar isso antes de usar".
 
Fonte: Por Fernanda Maranha 
Referência: http://delas.ig.com.br/filhos/2015-08-05/tratamentos-capilares-na-gravidez-quais-os-riscos.html
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